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A minha (quase) cura da enxaqueca

Publicado em 29/07/2014 • Coluna

Eu tenho dores de cabeça muito fortes desde que me entendo por gente. E minha convivência com ela não tem sido pacífica nas últimas semanas. Mas então, me lembrei de quando comecei a tratar da enxaqueca de maneira menos formal, já que os remédios não adiantavam. Venci essa briga grande e atualmente só tenho enxaqueca uma vez por mês – à exceção de épocas com grande instabilidade emocional.

Para começar, o primeiro passo que dei em relação à enxaqueca foi a minha iniciação em reiki e constantes autoaplicações. Depois, o uso contínuo de florais. O terceiro, tem tudo a ver com uma alimentação saudável e atividades físicas – a ioga me ajuda a distensionar a região da nuca, de onde surge a minha dor. E, o principal, é a contenção de pensamentos preocupantes e que ficam remoendo na cabeça. Se você controlar bem o que pensa já tem, nas mãos, 70% do caminho andado para ser uma pessoa com menos crises. Vá por mim. ;)

Por que eu digo isso? Não sei se vocês conhecem o livro Diga-me onde doi e te direi  por quê. Lá, o autor explica exatamente o que a gente aprende com as terapias “holísticas”: toda doença tem uma causa que vai além da física, bioquímica, ciência tradicional. E um exemplo que dou é simples. Quem nunca teve dor de barriga ao sentir medo por causa de uma apresentação escolar? Mesma coisa para o câncer, para dor na coluna, para a enxaqueca… A enxaqueca tem sim seus avisos prévios, suas questões ‘hereditárias’, escolhe a dedo seus ‘clientes’. Mas essa pré-disposição poderia de certo modo ser combatida com emoções controladas e uma vida mais tranquila. Olha o que ele diz sobre o caso:

Enfim, os desequilíbrios cerebrais nos falam da nossa dificuldade para deixar espaço na nossa vida para o prazer e para a alegria comum. Encontramos aí uma das relações íntimas que existem entre o cérebro e o Coração, que gera este último no nível energético. A predominância da razão pressupõe a necessidade de ter razão e de fugir do erro que só é vivenciado como um sinal de fraqueza. Recusamos também o elemento humano do erro, a sua necessidade e a sua dimensão experimental e evolutiva, para conservar apenas a noção de pecado e, por conseguinte, de culpa. Esse bloqueio de idéias vem acompanhado de uma grande dificuldade para mudar de opinião e de modo de pensar e pode se traduzir por tensões cerebrais, enxaquecas ou dores de cabeça.

As dores de cabeça e a enxaqueca – Elas representam nossa dificuldade para aceitar alguns pensamentos idéias ou sentimentos que nos incomodam ou nos constrangem. O estresse, a contrariedade, o fato de remoer ou a exploração de idéias “indesejáveis” ou de constrangimentos exteriores são muitas as tensões que se manifestam através das dores de cabeça ou da enxaqueca. Quando segue um trajeto pelos dois lados da cabeça, partindo da nuca para terminar na direção das têmporas ou do lado dos olhos, quando não for diretamente no olho, trata-se de uma enxaqueca dita “hepato-biliar”. Ela significa que a tensão é, de preferência, de ordem afetiva, ou que a vivência da situação está no nível afetivo, que o ser está em questão. Ela está relacionada sobretudo ao mundo familiar ou íntimo. Quando as dores de cabeça são frontais, muitas vezes exprimem um recusa de pensamentos, uma teimosia no que diz respeito às idéias atuais e incorporadas. Elas estão relacionadas com o mundo profissional ou social,e com a exigência desse quanto a nós.

Viram? Estamos falando de aceitação, remoer pensamentos, tensões afetivas, rigidez, inflexiblidade, orgulho. Tudo isso tem a ver com nosso comportamento. Na medida em que você for observando o seu dia a dia, observe os tipos que pensamentos que vem nutrindo nos dias anteriores às enxaquecas.

Mas, além disso, há muito o que fazer. Como já falei antes, iniciação em Reiki e aplicação de Reiki. Os florais também são muto benéficos. Durante a crise, eu costumo usar Emergencial + Coronarium + Ipê Roxo + Anis. Mas, lembre-se sempre de que cada caso é um caso. Pode ser bacana você consultar um profissional.

Outra coisa bem boa é que, dependendo do que você estiver remoendo, você pode também usar Hoponopono para trabalhar a aceitação e o perdão. E a oração mais adequada para isso é:

Divindade, limpe em mim as memórias e bloqueios que estão causando este problema e transmute-as em pura luz. Assim é, e está feito. Eu sinto muito, me perdoe, muito obrigada, eu te amo, eu me perdoo.

Pois é, gente. Além disso, tem uma questão importantíssima em relação a isso: alimentação. Para mim, alimentos industrializados, gorduras e frituras não me fazem bem. Às vezes até um inocente molho branco me faz mal – já que minha enxaqueca é acompanhada de enjoos e vômito. Então, costumo prestar muito atenção ao cheiro e ao sabor da comida e se houver qualquer indício que aquilo não vai ser legal naquele momento, parto pra outra. Nas crises, chupo laranja (para acelerar o processo de limpeza gástrica), e depois, como apenas maçã, até meu estômago acalmar. Atualmente, descobri que as farinhas brancas podem ser prejudiciais, ou eu posso ter uma sensibilidade ao glúten, o que também poderia causar enxaqueca, e estou ainda em fase de testes. Ah! Outra coisa importante é dormir certinho, nem pouco, nem muito. Mudanças de hábito e também bebidas alcoólicas são sim ruins para quem tem enxaqueca. Eu já deixei de lado!

Mas atenção: esta é uma experiência pessoal e não quer dizer que vai funcionar exatamente com você, mas você pode tentar, desde que tenha um acompanhamento médico. Eu, pessoalmente, me dou bem com essas terapias. Mas é importante lembrar que as terapias são tratamento complementar, ok? Deixe nos comentários a sua experiência, vamos compartilhar. ;)

Essa ilustração sensacional se chama Headache, é de 2012, por gobugi >> www.gobugipaper.co.kr



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