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Adrianna tem três filhos

Publicado em 29/02/2016 • Coluna

E ela tem muito a falar sobre a maternidade e sobre o ThetaHealing. Confira:

Tenho três filhos. E comecei a me dar conta do tamanho desse amor quando ele começou a se espalhar pelo mundo. Quando eu tinha raiva de alguém e me lembrava dos meus filhos, em fração de segundos essa raiva escoava e eu podia até ouvir o barulho da descarga do banheiro. Esses instantes mágicos foram me modificando. Passaram a ser constantes e inusitados. Eu via esse amor transmutando os venenos dentro de mim. Acredito mesmo que ele seja aquilo que mais se aproxima de Deus. Mas um fato intrigante é que nem todas as mães sentem isso.

Outro dia chegou no meu consultório uma pessoa para uma sessão de Thetahealing. Sentou-se e disse objetivamente que queria trabalhar sua infância. Tinha algo estacionado naquele tempo e que a incomodava muito. Ela só não sabia que estava ali para me dar um grande presente. Uma técnica que está sendo uma das bases do meu trabalho.

Comecei. Conectei e a visão surgiu fácil:Uma criança com seus dois anos de idade, sentada num sofá, totalmente só.
A solidão daquele pequeno ser apertou meu coração. Perguntei ao Criador o que significava aquela cena e como eu poderia ajudar.

E as palavras a seguir vieram com um reconhecimento profundo:
“Cada ser que ancora na Terra vem com a memória da luz que é. Vem limpo, brilhante, feliz, puro. E a única coisa que precisa é ser olhado e ser visto dessa forma. Assim ele entenderá que é amado. Caso contrário, ele sentirá uma grande estranheza e uma sensação de não pertencer. Fechará o coração para dar e receber amor e a solidão será a eterna companheira de jornada. Os pais, muitas vezes, tem boas intenções, mas estão muito ocupados com suas dores e medos e esquecem de ver que cada ser que nasce é a chance de uma nova humanidade.”

É claro que choramos juntas e testemunhamos uma cura muito grande acontecendo em nós duas. O nosso coração tinha sido restaurado. Depois desse dia, me empenho em recepcionar as crianças (crescidas ou não) com todo amor do meu coração.
Hoje começo a perceber que mãe bacana é aquela que cuida das suas dores e que acredita na cura de todas elas.
É a mãe que é capaz de receber os filhos com alegria e com olhos nos olhos, apresentando um mundo bom para quem está apenas chegando nesse planetinha que poderá ser chamado como quisermos.

Mãe boa é mãe suficiente. É aquela que também se ama e se olha amorosamente.
É aquela que está aberta ao fluxo natural de dar e receber amor.
Mãe boa é saúde.
E é real.

Adrianna da Fonte é mãe e terapeuta.

Ilustração daqui.



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