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Coluna: Sobre liberar a Eva que existe em mim

Publicado em 21/09/2017 • Coluna

É setembro de 2017 e mais uma edição do Eva Livre está pertinho de começar. Quando pensamos nisso, a única coisa que eu sabia é que as mulheres precisavam se curar – e eu também. E eu achava que estava fazendo isso bem, mas meu momento ainda não tinha chegado. Duas edições foram lançadas e somente quando abri meu consultório, com minha amiga Janaína Moura, é que percebi o quanto que tinha que trabalhar esse feminino doído que havia em mim.

Nós optamos por fazer curas do feminino. Ou o Criador disse pra gente: vão lá e façam. E iniciamos, temos menos de três meses desse trabalho, mas parece que é muito mais. Porque parece que é algo que conectou forte conosco, com nossas ancestrais, com as mulheres do mundo. Veio como um raio e aconteceu da maneira melhor e mais elevada.

Hoje veio pra mim a carta da Imperatriz, que no tarô mitológico traz a Grande Mãe, a Terra, aquela que gesta coisas, pessoas, projetos. E é bem isso que vivo, muitas gestações.

Fácil não é. Tem dias que dá vontade de chorar de tanta crença que a gente carrega aqui dentro. E choro, choro, choro. Limpo demais essas crenças e culpas do feminino. Tanto em mim quanto nos clientes que chegam lá. Coitadas dessas ancestrais, quanto sofreram. E quanto absorvi disso. Mas ó: cancela, cancela, cancela que eu sou a rainha dessa coisa toda de amor.

Já teve duas meninas que vieram para a consulta porque queriam encontrar um grande amor. E o caminho é sempre esse: se encontrar a si mesma. Se curar. E depois encontrar esse amor. Ou não.

Porque nós não aprendemos a nos amar. Nos sentimos injustiçadas. Não sabemos direito qual o nosso papel nesse mundo tão moderno. E carregamos culpa desde que Eva apareceu pela primeira vez.

Numa dessas consultas, uma dessas moças veio com muito cristianismo arraigado e o Criador me trouxe que Eva não pecou. A própria Eva veio – belíssima e livreiríssima – dizer que não havia pecado e que “um bando de babacas” tinha escrito essas asneiras alguns séculos depois da existência dela. Ela era somente um ser de felicidade, livre, despido de valores babacais que insistimos em ter hoje. Eva é totalmente livre. E nós também podemos ser.

Eu nunca acharia isso porque na minha família houve questões fortes de violência contra mulher. Eu sempre chorei o senti muita dor ao ver qualquer pessoa passando por isso. E talvez tudo isso tenha acontecido para me conectar com as curas do feminino. Dessa grande dor, talvez, tenha se aberto um portal de luz para que nós, curadores, possamos nos dar as mãos e liberar o máximo de mulheres que pudermos. É. Quem sabe é isso…

Se tem uma coisa que aprendi nesses atendimentos é que tem que ter coragem para se curar. Porque dói olhar pra dentro, curar essas feridas, machuca. Mas é preciso, é urgente, é necessário e não tem volta. Já iniciamos, já estamos atropelando o mundo porque não há mais tempo a perder.

Para começar, vamos agradecer e honrar todas as nossas ancestrais. Conectar com o que elas aprenderam de bom e liberá-las do sofrimento e da dor. Foram muitos séculos de subjugação. Não precisamos mais dessa energia. Estamos livres agora. Sentimos muito por todas elas, mas nos declaramos LIVRES.

Faça muito Hoponopono para elas, para você, para suas crenças.

Depois, vamos precisar sair desse papel de vítima. Sim, parece contraditório, mas é nessa energia de auto responsabilidade pela nossa própria vida que temos que agir. Como podemos, nós, sermos melhores e criarmos um mundo mais leve para a gente? Como pode ser melhor todo dia?

Eu tinha crenças muito profundas sobre me sentir feia, me sentir menor que os homens, me sentir desvalorizada, sentir que não merecia ser feliz, me sentir objeto sexual, me sentir em perigo e muito mais – muitas vidas e ancestrais, né, fera? Meu trabalho começou e nunca mais parou, me sinto cada dia mais leve, mas ainda há muito pela frente. Estou só no começo, mas sei que isso vai mudar todos os meus relacionamentos para melhor, inclusive e principalmente o meu comigo mesma. É algo que já iniciou e esse reloginho da cura não para mais não.

O céu, graças a Deus, não é o limite para nós. É para o alto e o infinito que vamos. E juntas.

E estou feliz e emocionada por tudo isso. Que bom que podemos fazer isso tudo nesse momento.

camila17Camila Ribas é Mestre de Reiki Usui, terapeuta de Reiki da Chama Violeta, Reiki Angatú (indígena) e Reiki Karuna, Terapeuta do Sistema Floral de Saint Germain, Terapeuta de Magnified Healing e também de Barras de Access, além de terapeuta nível avançado de Thetahealing® (básico, avançado, alma gêmea).

Contato>> camila@recifezen.com.br | 9.9207.6999 (whatsapp) | Rua Viscondessa do Livramento, 233, Derby (agendamento prévio).



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