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Ética e o profissional Coach

Publicado em 18/09/2016 • Coaching, Coluna

Por Shirley Regueira
Coach

Quando iniciei os estudos de filosofia no ano de 2002, tive o primeiro contato profundo com o tema Ética. A partir das aulas e leitura dos grandes filósofos, pudemos debater sobre suas interpretações a respeito de relacionamentos e convivência. Constatei que diversos autores debruçaram-se sobre o tema Ética ao longo da história humana. Os mitos já versavam sobre o assunto.

É certo que os pensadores almejaram orientar e ensinar a forma mais adequada e prudente de se relacionar com pessoas, coisas e o transcendental. Dentre os autores estudados, observei que Aristóteles (nascido à 384 a.C), o primeiro pesquisador científico da história, trouxe a maior contribuição sobre o tema Ética à cultura ocidental. Em seu livro “Ética a Nicômaco”, o filósofo explica que em todas as coisas que o ser humano faz ele busca a felicidade, sendo o bem viver e o bem agir equivalentes a ser feliz. Que a felicidade consiste em desenvolver as virtudes da alma e que a Ética é uma virtude da alma. Diz ainda que a natureza capacita as pessoas a desenvolvê-la, porém tal capacidade se aperfeiçoa pelo hábito e este é o que conduz o Ser à excelência em todas
as coisas que faz, no modo de se relacionar com o mundo e consigo mesmo. Virtudes como a Ética dependem das escolhas. Portanto, escolher ter vida ética é uma opção do indivíduo e é a partir dos hábitos praticados no cotidiano que a Ética se apresenta.
Buscando aplicar a teoria aristotélica à vida prática, nos deparamos com dilemas e conflitos, pessoais e sociais, porque na interação humana nos relacionamos com entes que possuem, educação, culturas, crenças e valores diferentes. Mesmo entre irmãos, que foram criados e educados dentro
da mesma família, percebemos essa diversidade. A partir desse cenário, como poderemos conviver de forma ética com o outro?

Quais comportamentos precisamos desenvolver para estabelecer uma relação ética, intra e interpessoal?

Sabemos que estamos em evolução e que não existe uma fórmula disponível para solucionar esta questão. Penso que através da Empatia, evitando julgamentos, críticas e condenações, poderemos compreender as razões, sentimentos, emoções, crenças e valores que impulsionam
ou impedem a pessoa de se desenvolver. Entendo que o papel do profissional Coach é praticar a escuta com Empatia, identificando os instrumentos de diagnóstico adequados para as sessões de Coaching, e, desse modo, apoiar efetivamente o cliente em seu desenvolvimento pessoal e profissional.



1 Comentário

  1. Dido
    21 de setembro de 2016

    Interessante suas pontuações.
    Mas o que eu mais acho notável é que em quase todos os autores, existe o consenso de que a Ética estará sempre atrelada ao tipo de escolhas e suas consequências, impedindo que possa haver algum nível de ”escala de valores”. O que é ético para um , pode não ser para o outro.
    Entretanto, dentro da lógica chinesa e do pensamento estratégico clássico chinês, um dos aspectos mais importantes para podermos acessar o que os ocidentais chamam de ”desenvolvimento pessoal” e seus valores ( incluindo ai a ética como um deles) é justamente a atenção no outro, o ouvir e o se colocar na posição do outro. Entender suas motivações para que uma vez entendido, possamos ter subsídios necessários para nos adaptar e ter um aproveitamento da relação.
    Sun Tzu já assinalava isso no seu mais famoso ditado; – ”conheça a si mesmo e ao seu oponente e não tema o resultado de mil batalhas…”

    Um assunto vasto e interessante como esse resultaria em horas de texto, conversa e tudo o mais. Espero que mais artigos como esse possam ser publicados. Um abraço á todos.

    Dido
    Brazilian Wing Chun Academy – Núcleo Recife.
    Eden- Escola de danças e exercícios naturais.

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