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Nosso corpo-mulher para além do que se vê

Publicado em 19/06/2016 • Coluna

Por Lila Santos

Certa vez, antes mesmo de me identificar como terapeuta profissional, ao ler o campo energético de uma amiga, vi uma mancha no seu aparelho reprodutor na qual a Energia da Criação relevou ser fragmentos uma alma gerada naquele ventre. A informação foi surpreendente e inusitada. Ora, ela era minha amiga, eu sabia que nunca tinha ficado grávida e nutria desejo de ter filhos. Foi surpreendente e emocionante para nós duas liberar os fragmentos de alma de um bebê que lá no fundo do seu coração ela sentia que existiu, tanto que foi liberado pelo nome amoroso que seu coração tinha batizado.

Também antes de ser terapeuta, fui atendida por uma amiga thetahealing@ que viu no meu ventre uma vida passada. Viu uma mulher escravizada para a função de procriadora de mão de obra igualmente escravizada. Essa mulher (eu em outro espaço-tempo) sofria repetidos ciclos de estupros, gestação agonizante e sequestro de seus incontáveis rebentos. A nível energético esse trauma explicou porque eu repelia qualquer ideia de gestar.

Depois de atender muitas mulheres, percebi o quão comum é abrigar bebê sem saber, e o quanto é compensador e leve liberar essas energias, me encorajei e perguntei para meu corpo se já abriguei um bebê. Vi uma nuvenzinha branca no meu útero, não era fragmentos de alma, era expectativa frustrada a ser limpa, vi uma cena de quando eu tinha uns 20 e poucos anos, eu desejava e não desejava ter filhos, era um sentimento duplo, confuso, como se fosse proibido/perigoso, como se ter um filho fosse castrar minha liberdade e como se minha família não me perdoasse por não se casada e como se, e como se… nem imaginava que havia mais caroço nesse angu do que pode supor nossa filosofia.

Talvez porque meu campo esteja vibrando no workshop “curando o feminino”, tenho atraído certas coisas: um livro chamado “Histórias Íntimas – sexualidade e erotismos na História do Brasil” que conta como, porque e a quem pertencia o corpo da mulher brasileira; uma palestrante feminista explicando a maternidade como desafio: “um filho te ultrapassa; é muito oneroso ser mãe nas desigualdades de papeis na família e no mundo do trabalho patriarcal”; uma roda de cura espontânea com outro/as thetahealeares® na qual identificamos uma série de crenças limitantes sobre a mulher, o feminino e a maternidade; ouvi muitas histórias de abusos e assisti o país mais importante da América Latina afastar sem provas sua primeira presidenta no simbólico mês de maio.

Esse texto não tem qualquer intenção além de refletir o lugar do meu sexo e sexualidade, a maternidade (ou não-maternidade), a feminilidade em tempos de resgate do sagrado feminino, do auge das resistências feministas, da nova era e novos (ou antigos?) paradigmas. Apenas cutucando mais… O próximo parágrafo bem poderia ser escrito por você. Namastê!

Lila Santos é terapeuta Thetahealing e esta técnica pode te ajudara liberar questões relacionadas ao feminino.

Arte: Pinterest.



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