gravidez

Sobre gestação não desejada

Publicado em 19/10/2015 • Comportamento

Quando uma pessoa descobre que está grávida, de maneira não desejada, um turbilhão de sentimentos podem vir à tona. Positivos e negativos. A maneira como a futura mãe vai lidar com essas emoções é essencial para que o bebê tenha uma infância saudável. Nós vivemos num emaranhado de emoções vindo de vários sistemas. O familiar, entretanto, é bastante impactante. E dentro desse espectro, nos atendimentos que a terapia realiza, reconhecemos muitas vezes que a rejeição pelos bebês ou a ausência de amor, além de ser mais comum do que se pensa, traz prejuízos à formação da pessoa que está na barriga da mãe.

Atendi uma pessoa que tinha diversos problemas familiares e toda a sua família vivia inúmeros problemas até hoje. A sensação de não pertencimento, de posição de estar sempre se desculpando, de nunca ser ouvida, além de baixa estima e insegurança basicamente veio dessa relação de falta de amor no ventre. Não foi a primeira cliente. A segunda, também com problemas de estima e relacionamentos afetivos complicados, tinha a mesma questão: falta de amor no ventre. Como não tinha recebido amor, não sabia procurar nos relacionamentos o amor mais puro. A terceira, para não ver a mãe sofrer, puxou toda a dor para si.

Através do ThetaHealing podemos trabalhar essa falta de amor, tentando equilibrar da melhor maneira possível e harmonizar a pessoa para uma nova vida, colocando nela a noção real do que é o amor na perspectiva do Criador. Assim, as coisas fluem com menos dificuldade e mais leveza. Menos culpa, menos sofrimento.

Muitas vezes, o bebê, por amor à mãe, tende a puxar para si o que de negativo houver. Assim, outras terapias também são indicadas, como a Constelação Familiar Sistêmica. Até mesmo o floral pode ser usado para trabalhar a rejeição materna – entendida aqui como não desejar o bebê, mesmo o amando muito pouco tempo depois da descoberta. Para se ter uma ideia, só de pensar algo como “poxa, não queria essa criança…”, já é muito para a pequena bolotinha que se forma. Tudo, obviamente, pode ser trabalhado e curado.

Lembrando sempre que cada caso é um caso e a origem dos problemas, ainda que pareça semelhante, por vir de outros vieses diferentes do que a gente pensa. Um terapeuta experiente vai ajudar.

Portanto, diante de tudo isso, vamos refletir sobre a nossa importância enquanto formadores de pessoas. Quando gritamos com nosso filho, quando o chamamos de feio, quando dizemos que ele não presta. Sim, a criança tende a digerir as informações como crença absoluta e o que fica nem sempre é positivo. Vamos educar, ao invés de criticar. Vamos acolher. Pelo bem deles, pelo bem de todos. :)

 

 



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