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Entrevista: Rita Cássia, uma pessoa de verdade

Publicado em 05/07/2016 • Entrevista

Rita Cássia é dessas pessoas que abraça de verdade, sorri de verdade, é de verdade. Uma terapeuta meio fada, meio anjo, meio recifense, meio paulista. É cheia de boas metades. Quem já fez uma sessão com ela, sabe claramente: ela é fantástica com as mãos. Esse doce de pessoa parou um pouquinho para conversar com o Recife Zen, regatando aspectos profundos sobre aspectos que nem ela mesma tinha pensado a respeito de si mesma e de seu trabalho. E está tudo aqui, neste post, cheio de palavras tão doces também. Ritinha, alma linda que eu conheci na formação de ThetaHealing, em 2015, é um lindo presente para quem a conhece, de alegrar o outro só pela presença marcante que tem.

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Ritinha, como é que você entrou no universo das terapias?

Desde muito nova eu tinha um olhar mais aberto para as coisas menos objetivas, sempre gostava de olhar as energias, brincar com elas. Já adolescente, comecei a ter um contato maior com meditações, técnicas terapêuticas, fazendo facilmente viagens mentais. Com o tempo dei uma virada, pensava em fazer tantas coisas, tantos estudos… Queria ser o Menino do dedo verde. Isso tudo foi me conduzindo para esse olhar de cuidar das pessoas. Refletindo sobre sua pergunta, vejo que esse olhar de cura já nasceu comigo. Já tinha habilidade com as mãos, sentia que tinha uma energia nelas. Tudo que eu plantava pegava, gostava de tocar as pessoas. Conheci o Shiatsu há 20 anos e me interessei a estudar tudo isso. Daí essa base vem se ampliando, com o Reiki, o Thetahealing, o Barra Access e agora estou fazendo uma formação em Constelação Familiar. Sem falar que a experiência de cada atendimento é um grande aprendizado.

Houve algum momento de transição? Hoje você atua somente como terapeuta?

Mesmo sentindo toda essa força, a mente da gente foi construída dentro de uma estrutura formal, então fiz faculdade de Administração e Marketing, mas sempre continuei trabalhando como Terapeuta. Comecei a dar aulas e minhas aulas tinham esse viés terapêutico também.Mostrava como aquela teoria só fazia sentido se as pessoas estivessem em primeiro lugar. Sempre tive um olhar para as pessoas e aproveitava o espaço das aulas para ajudar os alunos a vencer algumas dificuldades pessoais. A palavra cura. Sempre coloquei em primeiro lugar as pessoas, as relações humanas, buscando estabelecer bem-estar e prosperidade. Mas o chamado terapêutico foi maior, e me conduziu a fazer uma escolha. Foi quando comecei a atender mais, deixando aos poucos a faculdade. Desde o início deste ano me dedico completamente aos atendimentos terapêuticos, e me sentindo cada vez mais feliz e satisfeita. Desenvolvendo uma técnica muito pessoal de trabalho.

O que te motivou a mudar e a continuar?

O que me motiva a continuar é sentir no meu coração que isto que eu faço é uma forma de estar colaborando com a transformação desse mundo, de poder sentir no meu coração esse amor que vem pra mim na hora que estou fazendo meu trabalho, Eu sou um instrumento, um instrumento desse amor do Criador de fazer com que as pessoas sofram menos, cada vez que me coloco diante de uma pessoa que atendo, o amor que ela recebe é o amor que passa por mim e que vem desse Criador. Isto é o que mais me motiva a continuar. Cada atendimento que eu faço é também uma renovação pra mim, é um crescimento pra mim mesma, me sinto capaz de me tornar alguém melhor. Eu sou EU nisso que faço, me encontro cada vez, eu, nessa atividade, sinto satisfação, e quando a gente sente satisfação a gente tá realizando a maior missão de se tornar a gente mesma na nossa Essência Divina.

Existe também um trabalho de dentro para fora, no sentido de fazer mudanças internas para depois começar a atender? Como foi com você?

Eu tenho que cuidar de mim para cuidar dos outros. Jesus fala assim: Amai ao próximo como a ti mesmo,eu examino muito este mandamento. Amar esse próximo tem que passar por mim mesma, se eu não olho e curo minhas dores, elas vão influenciar o meu olhar para o outro. Então é constante, frequente, eterno esse limpar de dentro para fora. Quanto mais eu me amo, mais eu amo o outro. Então eu tenho que limpar minhas tristezas, mágoas, que fazem também ser uma pessoa que magoa, que entristece. É um trabalho contínuo, crescente, eu venho a muito tempo nesse trabalho comigo mesma,  mas eu percebo que cada atendimento, cada circunstância que acontece na minha vida é uma motivação pra eu esteja nessa constante evolução, indo de dentro para fora, limpando meu coração, deixando meu coração cada vez  mais leve comigo mesma, pra que ele possa ser leve com o outro. Não é a toa que convivemos, com tudo e com todos.A gente do outro, precisa desse externo como espelho, então, busco pessoas para me auxiliar, a me perceber, para me ajudar nas coisas que ficam escondidinhas.

rita-cassia (6)Na sua sessão, muitas informações vão chegando espontaneamente e muita gente não entende como isso funciona. Como funciona?

É bem interessante esse exercício dessa percepção. Quando começo a atender, vou tocando a pessoa e intuitivamente chega a informação que está naquele ponto causando dor. Numa sessão, o que vem acontecendo é o aprimoramento, quando a gente vai tirando os bloqueios para olhar o outro sem julgamentos, e vai se colocando como um canal do Criador, nesse processo de curar, isso se amplia naturalmente. Meu coração mais limpo, tirando as mágoas ao longo do tempo, isso vai abrindo ainda mais esse canal. O corpo humano ele tem na sua natureza a capacidade de registrar, elementos básicos, como oxigênio,no ar e na água, com capacidades de gerar movimento e de condução de informações (energia). Então, quando estou atendendo, estou como canal do criador num sentido de favorecer a melhora da pessoa, de liberação do sofrimento. A gente pode viver sem sofrimento, com paz, com amor. Nesse sentido, a minha técnica se desenvolveu pelos estudos de várias técnicas que abriram em mim essa capacidade, favorecem que eu acesse às informações da pessoa atendida. Eu sintonizo com a pessoa e trago para ela o que é necessário para aquele momento. O corpo é o instrumento de percepção, o que eu faço é facilitar pra pessoa a leitura dessa percepção.

Qual a sensação que você tem quando alguém sai da maca mais leve, mais feliz?

Me sinto muito grata de cumprir minha missão nesse mundo. De ser capaz de auxiliar o outro a ter mais leveza, entendendo que eu também estou tendo mais leveza na minha vida tendo uma outra pessoa do meu lado mais feliz. É uma emoção boa, uma felicidade tão grande. Quando alguém diz que saiu uma tonelada das costas, eu só sou gratidão, em fazer o meu semelhante se sentir melhor, através daquilo que estou me propondo a fazer. Eu transbordo em me sentir parte do amor do Criador que vem pra todos nós.

Dentro do consultório, qual a queixa mais recorrente das pessoas e como podemos (nós, o mundo), nos ajudar?

As pessoas se cobram e se culpam muito, na busca de uma perfeição. Mas isso é uma ilusão, e isso as faz sofrer com medo, culpa, ansiedade e estresse. Elas não param para se perceber, perceber que a gente não precisa seguir modelos. Essencialmente as principais queixas estão relacionadas a esses aspectos. Disso tudo derivam vários sofrimentos e dores, o que as limitam a se perceberem as pessoas tão lindas que já são na sua própria natureza, a se limitarem a perceberem que já são perfeitas. A gente tem a essência de Deus. No consultório as pessoas não são julgadas, elas podem se colocar à vontade, e uma parte do peso que deixam é o de saber que os sentimentos são naturais e elas podem se libertar com tranquilidade. O não julgamento é um facilitador. Esses padrões sociais não são reais e a gente se preocupa demais com isso. Mas graças a Deus as pessoas estão despertando para entendimento que temos o poder de sair dessa matrix, sem revolta, mas com paz no coração e muito amor.

Se você pudesse dar um conselho para uma criança e um idoso (um para cada), qual seria?

Eu diria pra a criança, seja criança, brinque, curta sua infância, sua inocência,não queira crescer antes do tempo. Pra você manter dentro de você essa alegria inocente, que quando a gente consegue resgatar já adulto, isso dá uma força, dá uma energia pra gente olhar o mundo sempre com olhar de surpresa e encantamento. Mães e Pais deixem as crianças serem crianças, pois esse olhar de encantamento é muito transformador. Para os idosos, eu diria para se sentirem sempre dignos da vida que têm, com muita gratidão, sentindo-se felizes, lindos, bonitos e amados, com muito amor no coração. A vida é uma dádiva Divina.Seja feliz independente da idade. S-e-j-a f-e-l-i-z como uma criança alegre e encantada, a alegria é uma força profundamente curativa.

Como seria um encontro seu com deus?

Acho que vai ser a própria iluminação, indescritível, ia me derreter para me transformar e me conectar completamente com ele. Não consigo pensar coisas desse mundo, só na enorme alegria de estar voltando para casa. Seria também um indicativo de que mais uma pessoa conseguiu se conectar ao Pai. Só de pensar sinto o meu coração pulsando de alegria.



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