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Relacionamentos: como mantê-los saudavelmente?

Publicado em 23/11/2014 • Entrevista

“A capacidade de manter um bom diálogo para melhor compreensão do outro e de si próprio é de suma importância para um relacionamento saudável.” Esta é a principal dica psicóloga Suelane Perruci, da Holomais, quando questionada sobre a “fórmula ideal” de um bom relacionamento. Não que haja mágica, somas prontas ou afins, mas conversar com alguém que convive de perto com os principais problemas dos casamentos é, de fato, um caminho aberto de experiências sobre o que poderia dar certo. E assim é a vida dos psicólogos, recheada de casos de amor em desequilíbrio.

Na conversa que tive com ela, Suelane explicou a comunicação deve estar presente em todo tipo de relacionamento, contudo, é importante se expressar de forma coerente e saber ouvir o outro para que sejam abertos caminhos saudáveis visando uma interação melhor com o companheiro. Gritar, reagir de maneira intolerante e autoritária é negar ao outro o direito de ser quem ele realmente é. Mas ouvir, meus caros, é uma coisa a se aprender. To-do santo dia. Não ouvir por acaso, de qualquer maneira, mas ouvir com o coração aberto para receber e colocar para si aquela informação.

Para manter um relacionamento duradouro, o caminho é o mais simples: Tudo começa por um despertar visual, segue pelo campo das trocas vivenciais, do conhecimento mútuo, do encantamento. “A relação será duradoura na medida em que a admiração mútua, o respeito e tantos outros ingredientes não deixem de existir. O AMOR já faz parte desse processo, é o ponto referencial”. Então, não somente cobre que o outro faça isso, mas dê, você, o primeiro passo para isso acontecer. Olhe, troque, se encante sempre.

E como manter isso tudo durante anos, décadas? Suelane comenta que o ideal é uma mudança amadurecida, pois isso vai refletir positivamente nos relacionamentos. A rotina num relacionamento é praticamente inevitável, o que não pode deixar é que ela seja dominante na relação. “Não se pode deixar de investir sempre no AMOR, no desejo de estar junto.” Para driblar as mudanças de comportamento e de vida que podem aumentar ou aproximar distâncias, é preciso, também, pensar em aceitação, pensar em que tais mudanças ocorridas no relacionamento servem para alavancar grandes reflexões sobre a vida a dois e modificar a forma de se ver e de ver o outro com todas as suas diferenças. É aí onde poderá se dar os grandes encontros, mais até que o que se criou até então com o parceiro.

Outro ponto fundamental é tratar da sexualidade, a despeito de toda rotina que o casamento pode oferecer. A solução? “O AMOR com toda sua energia!”. O diálogo é imprescindível, assim como a sensibilidade com o outro e com os quereres do outro. “Estar em sintonia com o outro é fortalecer-se energeticamente”. Ao longo da vida mudanças ocorrem, é preciso estar atento para o que traz desconforto para a relação, deixar o egoísmo de lado, pensar no casal, antes de si mesmo, e acima de tudo amar.

Vale lembrar que casais que acumulam mágoas por falta de diálogo sofrem de veneno altamente nocivo, pois ela é capaz de afastar, prejudicar até a sexualidade e a saúde, de maneira geral. “Viver uma sexualidade plena é se ‘despir’ de sentimentos negativos, é conhecer-se. É beber da fonte de energia da vida, não deixar a chama se apagar.”

Com certeza você conhece casais que estão juntos há anos e anos e continuam namoradinhos lindos. Na medida em que se casam, os choques podem começar a surgir, e aí, é preciso caminhar junto com o amadurecimento mútuo. A questão, entretanto, é sempre deixar tudo na energia do amor. “Com o tempo, vamos criando, vem a fase do amadurecimento, da construção de projetos de vida, onde o fortalecimento da relação vai se concretizando. Manter a chama do amor acesa é o que vai dar o tom da qualidade do relacionamento.”

Mas, quando a coisa está feia, uma linha tênue separando a vida a dois criada no casamento? “Antes de qualquer coisa, é importante manter um diálogo equilibrado onde ambos possam expressar seus sentimentos, expectativas, sem julgamentos. Refletir, analisar para chegar a uma instância favorável para os dois. Decisões importantes não devem ser tomadas por ímpeto. É preciso paciência, tolerância, flexibilidade na relação. Nem sempre a separação é a solução do problema. É preciso avaliar perdas e ganhos no crescimento dos parceiros.”

Por fim, é preciso amar em todas as suas formas. Respeitar, admirar, criar estratégias para não deixar o relacionamento entrar em colapso pela rotina diária, tendo como base o diálogo, Manter a relação num patamar de satisfação é permitir que os “sentidos” entrem em cena e chamem para a razão os prazeres que por ventura estejam “esquecidos” e trazê-los para a viver em toda a sua plenitude, é sentir o corpo falar e saber qual a resposta para a ocasião.

E amar em todas as suas formas significa também procurar estar bem consigo mesmo, afinal, um parceiro não vai achar você interessante se nem você se acha. A partir do momento que olhamos para dentro de nós mesmos, tudo começa a fluir. “Antes do outro sempre existe o eu”. E o que é que esse eu anda pensando e fazendo para si mesmo? É sempre bom trazer para si questões que colocamos no colo do outro para serem resolvidas.

Tudo bem que nem sempre é fácil, com uma rotina intensa e as ocupações que distanciam a vida daqueles anos iniciais. Mas, que tal investir em pequenos detalhes, como um chocolate, um passeio no parque de mãos dadas, um cineminha, um vinho a dois? Vamos colocar essas dicas em prática? ;)

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Essa ilustração linda é da Amaia Arrazola. <3



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