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PSYCH-K® | Por que nem sempre “pensar positivo” funciona?

Publicado em 18/07/2016 • Coaching, Psych-k

Os pensamentos positivos têm um efeito profundo sobre nosso comportamento e nossos genes, mas somente se estiverem em harmonia com nossa programação subconsciente, e o mesmo vale para os pensamentos negativos” (Bruce H. Lipton , no livro “A biologia da crença”)

Muitas das crenças que controlam sua vida não são reais, e sim conceitos limitadores. Mas antes de seguir falando de crenças, vamos abordar um pouco sobre o funcionamento da mente no que se refere a crenças. Você provavelmente já viu em algum lugar a explicação da mente associada à imagem de um grande iceberg. E ela representa bem a ideia real. Temos uma parte da mente que é consciente, onde está a razão. É ela que é a mais criativa. Ela é a parte do iceberg que fica visível, exposta. Por aí você já deve ter percebido que apesar de ser responsável por tantas ações e reações de nossa vida, nossos comportamentos, ela representa muito pouco da nossa mente completa.

A maior parte, a que está submersa nas águas, é a nossa mente subconsciente, ela que realmente tem força maior, ou digamos, influência maior sobre nossas ações e reações. Tudo o que está lá são registros de nossa vida, experiências armazenadas, sejam positivas ou negativas. E para a mente subconsciente não existe tempo, esse tempo do relógio a que estamos acostumados de minutos, horas, dias, anos. Para ela não existe passado nem futuro. Tudo é aqui e agora. Então, as experiências estão lá, e qualquer gatilho que dispare algo parecido a uma experiência vivida, para a mente subconsciente é como se o fato ou experiência estivesse acontecendo novamente e agora, e não 10, 20 ou 30 anos atrás. Então a emoção associada à experiência vem à tona: seja em forma de medo ou de coragem ou outra forma.

Essas partes da mente, a consciente e a subconsciente, precisam funcionar de maneira interdependente. Uma precisa da outra, pois as duas juntas representam sua mente total. Por mais que sua mente consciente queira algo, se ela não estiver em harmonia com a sua mente subconsciente o seu desejo não será duradouro. Por isso o título desse artigo: Por que nem sempre “pensar positivo” funciona.

A mente subconsciente age no nosso corpo, através de emoções, sensações e sentimentos. Como estamos num mundo que está mais voltado para o ego, o raciocínio, a razão, a lógica, para o consciente esse tipo de escuta, a escuta do corpo, acaba sendo negligenciada. Apesar de ser uma fonte tão segura e verdadeira de nós mesmos. Ao escutarmos, prestar atenção às reações de nosso corpo, estamos dando atenção a muito do que está no nosso subconsciente. Esse mundo aqui de fora muitas vezes torna-se uma ilusão, e o real é o que se passa nas profundezas de nosso subconsciente. É importante manter essa conexão corpo-mente ativa.

Para exemplificar, imagine que no trabalho o gerente lhe dá uma ordem. Mas o dono da empresa lhe dá uma ordem contrária. A qual dos dois você irá obedecer? Se tem a intenção de manter o emprego, o melhor é obedecer ao dono da empresa. Da mesma forma ocorre com nossa vida, quando o consciente e subconsciente estão em conflito seguimos instruções do subconsciente.

Você pode repetir centenas de vezes as afirmações positivas “as pessoas me amam”, “eu sou um ser de luz e bondade” ou “irei me curar do câncer”. Mas se você aprendeu desde criança que não pode ser amado, que é uma pessoa má ou que tem saúde frágil, essas mensagens que estão programadas na sua mente subconsciente barram qualquer esforço para modificar sua vida. E muitas vezes existem crenças que se escondem por trás de outras, que através da investigação é que conseguimos encontrar o real motivo, a real crença limitante.

Certa vez, no atendimento de um cliente, usando a técnica PSYCH-K®,( lê-se sai-quei)  quando estávamos trabalhando a crença que a cliente já tinha os recursos e conhecimento de que necessita para fazer seu trabalho, descobrimos outra crença que impedia de realizar seu trabalho. Na verdade, o que a impedia era a autoconfiança, o medo de não ser aprovada pelos outros. Após fazer o equilíbrio entre os hemisférios cerebrais, conseguimos implantar a nova crença de forma harmoniosa. Algumas vezes, pode ocorrer de uma crença não poder ser trabalhada, que foi esse caso. O corpo do cliente vai responder de maneira negativa à solicitação do terapeuta de fazer o alinhamento. Isso porque a mente subconsciente não se sente segura com a crença, porque há outra crença (chamada crença-raiz) que precisa ser tratada antes dessa. E vemos nas sessões, que ao tratar a crença raiz, as crenças filhas simplesmente deixam de existir e não é preciso mais alinhamento.

Há vários caminhos para trabalhar com crenças, um deles é o autoconhecimento, é investir tempo no conhecimento de si próprio, onde suas questões mais internas, mais escondidas no subconsciente veem à tona e podem ser entendidas e ressignificadas. Há muitos grupos de estudo que se dedicam a essa prática, dentre eles o Pathwork, uma metodologia para autoconhecimento e autotransformação pessoal.

Outra abordagem é o PSYCH-K®, uma técnica que trabalha com o alinhamento entre essas duas mentes, identificando crenças limitadoras e transformando em crenças fortalecedoras através do equilíbrio das mesmas.

Não estou querendo aqui dizer que o “pensamento positivo” não funciona. Longe de mim afirmar isso, até porque procuro sempre usar e sugerir a meus clientes de Coaching. O pensamento positivo vai ajudar sim, pode contribuir para um ambiente mais favorável. O pensamento positivo vem da mente consciente, e se ele não estiver alinhado com seu subconsciente essas mudanças podem ser somente temporárias. Para uma profunda e duradoura transformação é necessário que a duas mentes estejam alinhas.

Regina Miranda é terapeuta de PSYCH-K®, Thetahealing e Reiki. Coach Pessoal e estudante da metodologia Pathwork de autoconhecimento. Co-autora do livro “Sem Limites – Coaching Potencializando Pessoas”.

Contatos para atendimento através do fone/whatsapp: (81) 9638-2070 ou por e-mail:  contato@reginamiranda.com.br

Mais informações:  www.reginamiranda.com.br



2 Comentários

  1. Aeda Santos
    7 de julho de 2016

    Muito Esclarecedor Regina! Gratidão

    Reply

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